Oh Mãe, é que eu gosto mesmo de pessoas!
(como eu. será que vem nos genes?)
Friday, 4 December 2009
Tuesday, 1 December 2009
O advento
Aqui em casa temos um misto de tradições de acordo com cada nacionalidade. Do que herdámos do pappi é a celebração do advento que começa hoje. Assim, o dia de hoje começa o calendário do advento que a avó faz e manda pelo correio todos os anos, com uma prendinha para cada dia. Com ele começa também o calendário do chocolate, com um chocolate para cada dia do advento (que normalmente dura mais tempo que o advento...). Também acendemos as quatro velas do advento, uma para cada domingo até ao Natal.
E claro, fizémos a árvore de Natal. Este ano cometemos a loucura de comprar uma arvore a serio, naquela loja sueca, aproveitando a campanha que eles têm. No fim da época (aqui em casa é a data portuguesa do dia dos reis), podemos devolvê-la à loja e receber metade do dinheiro, ou plantá-la, que é o que planeamos fazer. Depois de a comprar, lembrei-me de quando eu, a minha mãe e a minha irmã iamos comprar um pinheiro para fazer a árvore de Natal ali à entrada da azinhaga. Lembro-me de comprar o pinheiro, e o decorar, muitas vezes já quase em cima do Natal. Lembro-me de sentir que a minha irmã tinha muito mais jeito que eu para a decorar, sem no entanto gostar de o fazer. Lembro-me de ficar triste e tudo passar depois de acendermos as luzes. Lembro-me da arvore acesa lá em casa o tempo todo nessa época. Acho que é por ter essas memórias que este ano quis fazer um assim aqui em casa. E está assim, mal feita por nós e perfeita!
(só falta mesmo ter velas em vez de luzes eléctricas, como se faz na terra do pappi!)
Joana
Tuesday, 24 November 2009
Hoje, ao adormecer
Mãe, posso dizer uma coisa? Tu gostas muito de mim?
(Mãe completamente babada, a dizer que a ama e a apagar a luz. Boa noite)
(Mãe completamente babada, a dizer que a ama e a apagar a luz. Boa noite)
Joana
Monday, 23 November 2009
(In)disciplina
Como já escrevi tantas vezes, R. foi quase sempre uma miuda calma, tranquila, sem birras. Claro que isso não quer dizer que não haja momentos de tensão, zangas, gritos, raspanetes, etc. Há, também há. Os ultimos tempos têm sido particularmente ricos em momentos difíceis, cheios de gritos e zangas. No outro dia, R. esteve no quarto 1 hora e meia, depois de um sábado todo ele insuportável, e em alternativa da consequência de não ir a uma festa que tínhamos e à qual ela queria muito ir. As ameaças e consequências têm sido quase um ritual diário, com tendência a escalar e ir por aí fora... Depois de termos estado doentes, com gripe talvez A, e de estarmos aqui as 2 sozinhas e fechadas, estávamos prontas para nos esganarmos uma à outra... isto quando se tenta uma educação sem violência... No fim desse periodo fui a casa de uns amigos uma noite, beber um copo de vinho e desanuviar um bocado. Em partilha a minha amiga contava que com a filha mais nova só conseguia "discipliná-la" com mimos. Confesso que achei piada, e pensei que era uma solução que podia experimentar. Esta fase impossivel culminou com uma fita a semana passada em casa de uma amiga, onde estava a brincar e queria ficar para jantar. Como isso não era possível, ficou super chateada e fez uma fita... Eu não sei como, consegui manter a calma, e tentei trazê-la de volta ao mundo real com miminhos. Foi quando chegámos a casa que ela virou, ficou bem disposta, ligou para a amiga a pedir desculpas pelo comportamento. E desde então tem andado muito mais bem disposta e não voltou a fazer fitas. Houve um ou outro ameaço de fita, que não chegou a concretizar-se.
Claro que esta fase coincidiu com a grande agitação que tem sido a minha vida profissional, o que a tem claramente afectado, e culminou quando eu deixei de a poder ir buscar a escola. E este regresso, penso que também está relacionado com a adaptação à nova rotina. De qualquer forma, guardei a vontade de usar os mimos para situações de stress e tensão. Embora isso implique que eu consiga manter a calma, o que nem sempre acontece. Mas com esta na cabeça, vou tentar! Obrigado C. pela partilha e pelo copo de vinho!
Claro que esta fase coincidiu com a grande agitação que tem sido a minha vida profissional, o que a tem claramente afectado, e culminou quando eu deixei de a poder ir buscar a escola. E este regresso, penso que também está relacionado com a adaptação à nova rotina. De qualquer forma, guardei a vontade de usar os mimos para situações de stress e tensão. Embora isso implique que eu consiga manter a calma, o que nem sempre acontece. Mas com esta na cabeça, vou tentar! Obrigado C. pela partilha e pelo copo de vinho!
Joana
Uma Boa manhã!!!!
Tenho vontade de partilhar: tivemos uma boa manhã. Sem choques de humor, sem stress de pressa, sem a mãe ter de respirar fundo, sem o M ter de desligar porque está a ser demais para ele.
Desde que o M começou as suas manhas para a escola que sou confrontada com este acordar completamente diferente do meu: um acordar rabugento. Os conselhos dos peritos dos maus acordares ajudam imenso: falar o menos possível!!!!
Eu sempre tive bom acordar desde que me recordo. Só a ruptura e a separação me vieram dar uma experiência do acordar de manha... passei a não querer levantar-me de manha... mas felizmente já passou (embora tenha demorado 2 anos a passar...).
Não acordo sempre feliz, as vezes acordo e penso que me sinto triste mas isso não diminui um bom acordar...
O M parece o oposto. Mas de vez em quando tem boas manhãs o que me faz pensar (sem chegar a qualquer conclusão) o que é que faz o mau acordar...
Mas hoje vivemos uma manha mesmo mesmo cheia de paz!!!! Obrigado fadas!!!!
Dina
Tuesday, 17 November 2009
Mãe pirosa: R. amanhã vão tirar fotos na escola. Queres escolher uma roupa para vestires?
R, filha original: Sim, quero. Posso ir mascarada?
R, filha original: Sim, quero. Posso ir mascarada?
Monday, 16 November 2009
1ª história ilustrada
Era uma vez um palácio que vivia lá uma princesa. Um dia a princesa quis ir passear. Como estava muito vento e nuvens cinzentas e chuva, ela trouxe um casaco. A família toda também foi. Mas ela era a mais crescida, ela era a mãe. A mãe disse para os filhos virem, só que como o gato não estava tiveram que ficar em casa. Depois um dia a filha e o filho foram para a escola. Mas como a filha Mariana era a mais crescida estava no 3º ano. O filho mais pequeno era o João e estava na sala da Maria João. Mas como a sala do filho mais pequeno e da mais crescida estava fechada eles ficaram com a avó, porque os pais tiveram que ir para o Brasil trabalhar um pouco. Eles jantaram em casa da avó e dormiram em casa da tia. O dia a seguir era o Natal que era em casa da avó. Mas como a avó ainda estava a trabalhar eles fizeram o natal em casa da tia. Mas os pais tinham-se esquecido que era em casa da tia. So que como a avó tinha ido para outra casa morar, eles foram morar em casa da tia.


R. fez primeiro os desenhos e depois pediu-me para eu escrever a história. Claro que na altura em que fez o desenho as personagens eram umas e quando ditou a história eram outras. Alem disso, no carro no regresso a casa, já tinha mudado o nome de uma personagem e afinal já eram 3 irmãos, o pai e a mãe. E disse que amanhã de manhã, assim que acordar vai fazer a 3ª folha.
Seja como fôr, eu ando absolutamente fascinada com esta capacidade e exploração da criação!
R. fez primeiro os desenhos e depois pediu-me para eu escrever a história. Claro que na altura em que fez o desenho as personagens eram umas e quando ditou a história eram outras. Alem disso, no carro no regresso a casa, já tinha mudado o nome de uma personagem e afinal já eram 3 irmãos, o pai e a mãe. E disse que amanhã de manhã, assim que acordar vai fazer a 3ª folha.
Seja como fôr, eu ando absolutamente fascinada com esta capacidade e exploração da criação!
Joana
Tuesday, 10 November 2009
Em adaptação
Ainda só passaram 2 dias desde que comecei de facto o meu novo ritmo profissional, mas confesso que hoje cheguei a casa e senti um choque. Acho engraçado que pareço ter sido eu a primeira a sentir a diferença cá em casa. Agora chego mais tarde, e pelo menos enquanto não tiver o ritmo e o trabalho organizado, é o pappi que vai buscar a R. todos os dias à escola. Cheguei a casa e estava R. muito bem disposta. Já tinham estudado violino, o jantar estava quase pronto, a casa (des)arrumada como habitualmente. Confesso que me senti meia destronada... ainda consegui irritar o pappi quando lhe perguntei se tinha tido cuidado com um pormenor da postura da R. no violino que tem tendência a descuidar...
O tempinho que tive com a R. foi usado a pintar, tomar duche, jantar e desenhar. História e canção antes de ir para a cama também passei a ser eu a fazer para aproveitar o tempo todo que tenho! Mesmo assim deitou-se um pouco mais tarde... Os medos dos monstros e afins voltaram nesta ultima semana e tem custado mais a adormecer. Já pensei se esses estarão relacionados com estas mudanças, mas não consigo estabelecer uma óbvia correlação temporal...
A mudança instalou-se por aqui!
O tempinho que tive com a R. foi usado a pintar, tomar duche, jantar e desenhar. História e canção antes de ir para a cama também passei a ser eu a fazer para aproveitar o tempo todo que tenho! Mesmo assim deitou-se um pouco mais tarde... Os medos dos monstros e afins voltaram nesta ultima semana e tem custado mais a adormecer. Já pensei se esses estarão relacionados com estas mudanças, mas não consigo estabelecer uma óbvia correlação temporal...
A mudança instalou-se por aqui!
Joana
Monday, 9 November 2009
Canção
R. hoje com a boa disposição de voltar para a escola, esteve muito tempo a cantar canções inventadas por ela, coisa que faz com muita frequência quando está bem disposta (é muito engraçado, digo eu mãe babada!).
Depois pediu-me para escrever este verso e escrever as notas musicais:
Depois pediu-me para escrever este verso e escrever as notas musicais:
É um animal com asas
pode ser um leão ou um pássaro
pode ser um gato ou um pássaro
pode ser um burro ou um cavalo
pode ser um leão ou um pássaro
pode ser um gato ou um pássaro
pode ser um burro ou um cavalo
Joana
Saturday, 7 November 2009
E por falar em listas...
...a lista de presentes que R. quer para o Natal não pára de aumentar...
Joana
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