Nunca mais me lembrei desta história até que estas ferias de Natal R. Foi passar uma noite na escola. Como ela e muito agarrada à mãe e custa-lhe dormir fora de casa andou a pensar se devia ou não ir. Eu tentei convencê-la a ir, e ela acabou por decidir-se. Disse-lhe que se ela quisesse, eu iria busca-lá, independentemente da hora. Ela perguntou-me, mesmo que seja a meio da noite? Ao que eu respondi que sim, mesmo que fosse a meio da noite. E assim foi, a 1.30 da manhã, lá fui eu buscá-la à escola, onde todos os coleguinhas estavam a dormir há horas... Fiquei triste, por ela, pela dependência. Mas no dia seguinte, lembrei-me da história do M. E do cinema e pensei que havia uma coisa boa no meio disto tudo, a confirmação da confiança. A certeza de que quando digo uma coisa, a faço (excepto quando não e mesmo possível...). E pensei que não há mesmo substituto dessa confiança. E espero que futuras experiências de dormir fora de casa, não acabem comigo a ir a meio da noite buscá-la. Mas agora ela sabe que se eu disser que vou, é porque vou.
Joana

1 comments:
Os meus já dormiram inúmeras vezes fora de casa, umas vezes por que quiseram, outras porque tinha de ser. Mas sempre lhes disse isso mesmo, que os vou buscar a qualquer hora, desde que me seja possível. Ainda há 2 semanas fiz 40 km a meio da noite, para ir buscar o P., que quis dormir em casa da tia, e depois-afinal-já-não. Mas, se um filho nos telefona a chorar e a dizer que quer ir para casa, como não ir buscá-lo?
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